Não vou esquecer os diálogos que tive com meu avô Jeová (que fez a sua passagem recentemente) sobre religião. Muitas, incontáveis vezes dialogamos, às vezes com muito ou pouco energismo, sobre as coisas do mundo na perspectiva de cada um. Sempre que eu chegava na casa dele e da minha avó em dias de domingo, meu avô chegava da igreja com um papelzinho nas mãos e me entregava pra eu ler lá na hora e fazer algum comentário acerca. Este era um folheto semanal que a igreja (Presibiteriana) dele distribuía aos fiéis, que versava sobre várias questões mundanas e divinas. Durante muitos anos, em todos os nossos encontros, não houve um dia em que não tínhamos uma conversa sobre a religião e o mundo, mínima que fosse. Essas conversas com meu avô tomaram lugar num momento em que eu estava construindo as bases da minha visão religiosa a partir dos 15 anos de idade e se estenderam até a alguns meses atrás. Olhando por aí, fica claro o quanto isso marcou a minha vida (e deve ter marcado a dele também).
Acima de qualquer oposição teórico-religiosa com o meu avô, pra mim algumas coisas hoje são bem claras. A primeira é que sou imensamente agradecido pelas conversas, pois, sendo a perspectiva religiosa (não-institucional) fundamental em minha vida, elas sempre me proporcionaram imensa satisfação; quer queira, quer não, tenho uma pessoa a menos para refletir e dialogar sobre os problemas do mundo, da humanidade e da religião. A segunda é a observação de que o meu avô foi um ser humano que, a despeito dos erros cometidos durante muitos anos da vida dele, conseguiu uma coisa que poucos conseguem: perseverar e se manter firme (prática diária) naquilo em que ele acreditava até o final da vida material. Isso não é fácil e me parece que é muito disso o que as religiões, numa perspectiva generalista, tratam: transformar-se construtivamente e se manter firme neste propósito.
E é isso aí! Em se tratando deste pequeno período de tempo (80 anos) em que o meu avô esteve aqui no planeta Terra, eu diria pra ele: "Missão cumprida, meu grande avô!".
E para nós de cá, vamos que vamos que tem muita água pra correr debaixo da ponte ainda!
Acima de qualquer oposição teórico-religiosa com o meu avô, pra mim algumas coisas hoje são bem claras. A primeira é que sou imensamente agradecido pelas conversas, pois, sendo a perspectiva religiosa (não-institucional) fundamental em minha vida, elas sempre me proporcionaram imensa satisfação; quer queira, quer não, tenho uma pessoa a menos para refletir e dialogar sobre os problemas do mundo, da humanidade e da religião. A segunda é a observação de que o meu avô foi um ser humano que, a despeito dos erros cometidos durante muitos anos da vida dele, conseguiu uma coisa que poucos conseguem: perseverar e se manter firme (prática diária) naquilo em que ele acreditava até o final da vida material. Isso não é fácil e me parece que é muito disso o que as religiões, numa perspectiva generalista, tratam: transformar-se construtivamente e se manter firme neste propósito.
E é isso aí! Em se tratando deste pequeno período de tempo (80 anos) em que o meu avô esteve aqui no planeta Terra, eu diria pra ele: "Missão cumprida, meu grande avô!".
E para nós de cá, vamos que vamos que tem muita água pra correr debaixo da ponte ainda!

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