segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Gosto e Crítica (Youtube controversies)

Esta, logo abaixo, é uma discussão do Youtube acerca da performance de uma cara muito doido que se chama Jhon 5. O vídeo dele fala por si mesmo (http://www.youtube.com/watch?v=09HyCVGZaGM). As falas do usuário "lordlorenzo28" são minhas.


EnigmaticOranmentV6 (6 dias atrás)
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Wish I could play like that :D
lordlorenzo28 (1 semana atrás) Ocultar
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What´s that??? That´s nothing! Pointless! Meaningless! It´s just a disturbing noise without melody, without beauty like a directionless ship on the sea...
fattirevsbud (6 dias atrás)
+1
that's a beautiful way to put it: "A directionless Ship on The sea"
music's got no direction ...like love,

Thanks
lordlorenzo28 (5 dias atrás)
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Thanks for my sentence, bud!!!
U know, I do believe everything tends to a purpose and that very purpose gives meaning to what I do.That crazy citizen is fast,but what does he understand ´bout meaning?What is the music itselft without meaning?The music as art is about beauty, not disturbance.How can a bunch of aggressive notes please the human spirit?It´s reasonable they please this jhon 5´s spirit, but how can jhon5 please one´s spirit?what does he understand of it, u see?
fattirevsbud (4 dias atrás)
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yeah i agree what are u fav guitarist then?

mine are Hendrix, Stevie Ray V, Eric Johnson
lordlorenzo28 (4 dias atrás)
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Well, bud, I do like of what David Gilmour do with the guitar. Thinking about inpiration, melody, quality, Gilmour is one of the top guitar players of the recent times and my fav. I also really like Joe Satriani´s work with his thematic senteces, every note of him has a place, a meaning and each music of him is binded to a certain context which is real in his life, i like that. Joe certainly understands about inspiration.
mrman33443 (3 dias atrás)
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As prophetic and deep you are I'm going to have to disagree with you. Obviously his music is pleasing to some people. He's an incredible guitarist, but that doesn't mean that he has to tend to everyone's musical taste. He has clearly found a musical style that he is good at and he is damn good at it. I'm afraid you can't claim some thing to be pointless because it isn't in your taste
lordlorenzo28 (3 dias atrás)
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You have a good point, but, It´s not and never been about taste. Regardless taste, Pink Floyd´s Comfortably Numb for instance will always be a diamond, even if I don´t like Pink Floyd, u see? Regardless taste stuff there is what is superb and what is a trash. I can never say the music ICE from Camel is trash because I don´t like/taste Camel, u see?This taste approach is based on a concept that the music must not develop e be criticised and thats wrong,I think...
lordlorenzo28 (2 dias atrás)
-1
So, on this standpoint, thinking about quality,medoly,meaning and not only about being fast, it´s clear that this disturbed jhon5 is among the many others who are musically considered trash. No doubt of it! I may like jhon5 (I´m free for it of course), but I can never disagree that this guy is musically a trash. If I don´t have this critical view as a musician regarding what I like/taste than I must know I´m ordinary and maybe poor, but I´m also free to make that choice!


Incrível como que a perspectiva do gosto pessoal tem esse falso-poder para encerrar debates:

Eu gosto de algo--> Gosto porque sou único --> O outro, sendo diferente de mim, naturalmente pode gostar de outra coisa --> O outro gostando de outra coisa, eu preciso respeitar --> Acabou a conversa.

Esse raciocínio acima é verdadeiro, sim. Sem dúvidas quanto benefício prático deste tipo de exercício nas relações humanas. O problema é quando ele é ABSOLUTIZADO na cabeça das pessoas. A perspectiva do GOSTO ABSOLUTIZADO esta, sim, é falsa. O gosto absolutizado consolida a noção de que nada precisa ser melhorado ou discutido construtivamente, criticado, uma vez que pertence ao domínio do valor pessoal e esta é uma falácia.


domingo, 13 de dezembro de 2009

Where We Start - David Gilmour

Oi, pessoal! Como vão!

Compartilho com entusiasmo uma música que, na minha opinião, é, provavelmente; melhor dizendo, definitivamente uma das mais belas músicas da atualidade. Do álbum "On An Island", é uma música que está além das discussões de gosto musical. Mesmo quem não gosta de David Gilmour (se é que exista alguém em sã consciência), deve se sentir "tocado" por esta bela obra de arte. Abaixo a letra da música juntamente com o link para o vídeo no Youtube.

Enjoy!






Where we start, is where we end
We step out sweetly, nothing planned
Along by the river we feed bread to the swans
And then over the footbridge to the woods beyond

We walk ourselves weary, you and I
There's just this moment

I light a campfire away from the path
We lie in the bluebells, a woodpecker laughs

Time passes slowly our hearts entwined
All of the dark times left behind

The day is done
The sun sinks low
We fold up the blanket, it's time to go

We walk ourselves weary, arm in arm
Back through the twilight
Home again

We waltz in the moonlight and the embers glow
So much behind us
Still far to go

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Aliados de Arruda oram depois de receber propina

Olá!

Eu me permito refletir um pouco sobre este vídeo onde o deputado Rubens César Brunelli (PSC) e o atual presidente da Câmara, Leonardo Prudente (DEM) fazem uma oração após acertarem tramas e receberem propina.

http://www.youtube.com/watch?v=URVwHr_aniA

Aqui o triste contraste...
http://www.youtube.com/watch?v=ainUnvQb2Gs&feature=related


Bom, vamos lá.

Primeiramente, este tipo de vídeo aqui é lugar-comum no nosso país. O que há de demais aqui? Nada! É um rotineiro e corriqueiro evento de corrupção. Corrupção é palavra sobre a qual todos nós brasileiros estamos acostumados. É característica do nosso estilo de vida, desde tempos que nem imaginamos e que remontam à própria formação do povo e do estado brasileiro. E a verdade é que quando o Robin Willians fala que o Brasil ganhou a sede das Olimpíadas porque o Brasil enviou "50 strippers e meio quilo de pó", ele faz alusão a uma imagem (que pode não ser politicamente clara na cabeça medíocre dele) do povo brasileiro relacionada a coisas vis, baixas, corruptivas. E quer saber, não é pra menos! Aqui no Brasil a corrupção começa desde criança. Essa atitude corrupta no âmbito político que a gente vê na televisão é uma mera (ou extremada) repetição de atitudes corruptas que o cotidiano disfarça de corriqueiro. Qual a diferença entre roubar dinheiro público e aproveitar um conhecido da fila de um banco pra ser atendido primeiro? Qual a diferença entre roubar dinheiro público e não devolver o troco errado que o cara da padaria nos deu? Nenhuma! É a mesma coisa! São todas atitudes eminentemente corruptivas, mas que que tomamos com ingênuas, quotidianas. Não há o que a gente não faça para ganhar algum tipo de vantagem, mesmo que tenha que se fazer de bobo. Agora, naturalmente, pensando em uma análise equilibrada e de maneira alguma justificando alguma coisa, não é só o mero prazer de levar vantagem o vetor principal, mas também, a precariedade das nossas instituições (jurídicas, econômicas, sociais), a defasagem de processos e a falta de preparo do capital humano no trato com o cliente que se chama povo brasileiro. É um cenário muito específico, um cliclo vicioso já muito bem adaptado à nossa realidade que torna difícil alguma perspectiva de mudança de cenário a curto ou médio prazo.

Essa noção, essa visão do Brasil se torna pior ainda quando a gente conhece a realidade quotidiana de um país como os EUA, por exemplo, a começar pela infra-estrutura incrivelmente otimizada e de alta qualidade: ruas e rodovias impecavelmente limpas e asfaltadas, serviços básicos de alta qualidade e pontualidade. Trânsito altamente educado, pessoas educadas e honestas que se virem a sua carteria caindo do bolso na rua, vão pegar e te devolver sem "surrupiar" o dinheiro primeiro; preços justos, combustível extremamente barato, concorrência justa (se você comprar um aparelho eletrônico por mil dólares, por exemplo, e ver o mesmo em outra loja por 800, você simplesmente, volta na loja que você comprou, prova que outra loja está vendendo por 200 dólares a menos e a loja vai te devolver esses 200 sem pensar duas vezes! Não vão te falar "ô, seu zé mané, problema seu, otário!), enfim, o céu, comparando com o inferno desse país medíocre e miserável que se chama Brasil. Dá mesmo vontade de pular fora, não significando que pular fora seja a melhor atitude. Natural e obviamente, existem muitos problemas sociais nos EUA e o Brasil também não é um caso perdido. Da mesma forma que muita coisa mudou pra melhor no Brasil, por exemplo, a indiscutível e matemática melhora da desigualdade social e distribuição de renda no governo do Lula, nos EUA também tem corrupção e tudo do tipo, mas em níveis incomparavelmente mais baixos que os do Brasil.

Bom, mas este não é o tema deste texto. Continuo essa caracterização da corrupção depois.

Como eu disse no começo, não há nada de novidade no vídeo acima. Só mais um vídeo de mais uns coitados fazendo porcariada com o dinheiro público. Mas, uma coisa me chamou a atenção, uma coisa que, hehe, meu cérebro, a princípio, na primeira vez que vi o vídeo, não entendeu e, posteriormente, me inspirou a escrever aqui: como alguém é capaz de "rezar" depois de receber propina? Como alguém é sinceramente chapeuzinho 1 minuto depois de ser lobo? O que se passa na cabeça destes dois seres humanos (o terceiro homem estava entregando o esquema) a ponto de conseguirem "pisar no inferno" e, logo em seguida, na maior cara-de-pau, pedirem azilo no paraízo, rs? Qual a visão (noção que seja) religiosa dessas pessoas? Será a atitude de oração para elas uma postura sincera ou mecanismo psicológico de retirada de culpa? É domínio da religião ou da psicologia esta análise? Ou será da sociologia? Eu fico pensando (e até curioso) no que o Max Weber que estudou sobre a relação entre espírito capitalista e ética protestante falaria depois de ver esse vídeo, rs. Se, na perspectiva de Weber, o enriquecimento material é prova de salvação divina (o que deu campo para a expansão do capitalismo), qual a postura atual das correntes protestantes acerca da relação dinheiro/divindade?

Na verdade eu ainda estou refletindo sobre isso, como diria o cara-de-pau do Collor, "deglutindo" essa cena (hehe! como é bom ver tv senado, é muito engraçado às vezes!). Estou decidindo se tomo isso como uma atitude complexa, academicamente falando, ou como uma simples insanidade ou psicologismo barato. Se eu decidir por loucura, tipo, lesão no cérebro desses caras, então, paro de escrever aqui. Se não, continuo a análise e tento trazer à tona de que maneira a atitude de oração dos dois representa uma postura mais generalizada acerca da prática religiosa dos tempos atuais.

Até breve!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Diálogos de Domingo

Não vou esquecer os diálogos que tive com meu avô Jeová (que fez a sua passagem recentemente) sobre religião. Muitas, incontáveis vezes dialogamos, às vezes com muito ou pouco energismo, sobre as coisas do mundo na perspectiva de cada um. Sempre que eu chegava na casa dele e da minha avó em dias de domingo, meu avô chegava da igreja com um papelzinho nas mãos e me entregava pra eu ler lá na hora e fazer algum comentário acerca. Este era um folheto semanal que a igreja (Presibiteriana) dele distribuía aos fiéis, que versava sobre várias questões mundanas e divinas. Durante muitos anos, em todos os nossos encontros, não houve um dia em que não tínhamos uma conversa sobre a religião e o mundo, mínima que fosse. Essas conversas com meu avô tomaram lugar num momento em que eu estava construindo as bases da minha visão religiosa a partir dos 15 anos de idade e se estenderam até a alguns meses atrás. Olhando por aí, fica claro o quanto isso marcou a minha vida (e deve ter marcado a dele também).

Acima de qualquer oposição teórico-religiosa com o meu avô, pra mim algumas coisas hoje são bem claras. A primeira é que sou imensamente agradecido pelas conversas, pois, sendo a perspectiva religiosa (não-institucional) fundamental em minha vida, elas sempre me proporcionaram imensa satisfação; quer queira, quer não, tenho uma pessoa a menos para refletir e dialogar sobre os problemas do mundo, da humanidade e da religião. A segunda é a observação de que o meu avô foi um ser humano que, a despeito dos erros cometidos durante muitos anos da vida dele, conseguiu uma coisa que poucos conseguem: perseverar e se manter firme (prática diária) naquilo em que ele acreditava até o final da vida material. Isso não é fácil e me parece que é muito disso o que as religiões, numa perspectiva generalista, tratam: transformar-se construtivamente e se manter firme neste propósito.

E é isso aí! Em se tratando deste pequeno período de tempo (80 anos) em que o meu avô esteve aqui no planeta Terra, eu diria pra ele: "Missão cumprida, meu grande avô!".

E para nós de cá, vamos que vamos que tem muita água pra correr debaixo da ponte ainda!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Starry Night!

Van Gogh´s Starry Night Over The Rhone


Olá!


Esta é, abaixo, a minha versão da música Starry Night do Joe Satriani. Essa música fez história na minha vida e é provavelmente a minha predileta. Então, é com muito prazer que posto aqui.
Ps.: A pintura do Van Gogh é só para tentar ilustrar a atmosfera da música...



http://www.youtube.com/watch?v=Dc5mj5rJ2DA



Have fun!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

McAfee Focus Security Conference 2009 Las Vegas

Outra vez, foi uma grande conferência cheia de oportunidades de grande valor, como relacionar-se com pessoas que são referências mundiais em suas áreas de atuação. O ex-secretário de estado Gen. Colin Powell falou sobre estratégias de batalha fazendo um paralelo com a luta que o mundo da Segurança da Informação trava com os cibercriminosos, mas o que mais me chamou a atenção foi o discurso dele sobre liderança. Realmente, fiquei impressionado com a experiência e a segurança que davam fluidez ao discurso dele. Foi um dos melhores momentos da conferência. Ao longo da semana, tive a oportunidade de conversar pessoalmente com o George Kurtz e também com o Stewart McClure, que são simplesmente os criadores de um livro best seller que é a grande referência mundial em segurança da informação, que é o Hackers Expostos. Fizemos umas graças, tiramos umas fotos e ganhei um exemplar autografado pelos dois. Vou colocar as fotos. O único problema foi que esqueci o livro em cima da mesa dos caras depois de tirar fotos, acho que empolguei, rs. De qualquer forma, mandei email pro George e ele já enviou por correios um outro exemplar autografado pra mim :).


Quando tirei essa foto aqui do Colin Powell, chegou um segurança do meu lado e disse: "No pictures." O cara parecia tão bravo que eu achei que ia tomar minha câmera, rsss! Daí, ele disfarçou um pouquinho e saiu do meu lado de fininho. Fiquei sem-graça, rs!


Na última noite antes do encerramento da conferência houve um encontro pra relaxar cheio de comida gostosa e bebida à vontade simplesmente no circuito da NASCAR de Las Vegas! E não é que eu fui sorteado pra dar três voltas na pista a 300Km/h com um piloto profissional! Não, que maluquice que foi! É um barulho forte e um calor intenso dentro do carro. As curvas da pista são muito inclinadas pra manter o carro no chão e, se não fosse uma proteção que colocam para imobilizar o pescoço, a força centrípeta quebrava o cidadão inteiro dentro do carro de tão forte que é, acho que não tem nada comparado. É muito forte. A cada curva o cérebro parecia que ia grudar no vidro, hehe, eu já estava querendo é colocar os bagos pra fora no final da terceira volta, hehe! Mas, foi muito show!




Esse aí é o meu grande brother Juliano se preparando pra entrar no carro! Rock 'n' Roll, man, hehe!!!



Nesse vídeo aqui dá pra ter uma noção do clima que estava rolando naquela noite.

Até a próxima!

quarta-feira, 29 de julho de 2009


Após 1 semana de espera, finalmente chegou minha tão esperada Joe Satriani´s signature Ibanez JS100 TR! Com essa nova inspiração, vou regravar os vídeos de algumas músicas do Joe e atualizar no Youtube em breve.
Have fun everybody!!!
Diego

terça-feira, 23 de junho de 2009

Fotos de Bariloche - Patagônia






Estou colocando algumas fotos de Bariloche, do Circuito Chico e do Cerro Catedral que tirei no mês de maio. Esse foi definitivamente um dos melhores passeios que já fiz. Pra compensar o tanto que comi mal nos Estados Unidos, comi muito bem em Bariloche, mas muito bem mesmo. A hospitalidade dos argentinos foi incrível (e não é pra menos, pois se os brasileiros deixarem de ir a cidade quebra). O hotel Villa Huinid é maravilhoso e o serviço é impecável. O chocolate da Mamuska é realmente top de linha. O Familia Weis é realmente um restaurante incrível (peçam uma sobremesa chamada Tiramisu). As coisas não são tão baratas assim. É barato para comer (você paga 50 pesos por um prato, mas é tão grande que serve pra duas pessoas), mas não é barato fazer compras. Os casacos são caros, os chocolates são caros, os presentes não têm nada de barato. Não é bem assim. Enfim, a cidade e as paisagens são indescritivelmente lindas. Recomendo o passeio. Coloquem as blusas de frio na mala e tenham certeza da boa viagem!
Até mais.

domingo, 24 de maio de 2009

Bariloche - Patagônia

Cheguei em Bariloche ontem. Depois do calor de Buenos Aires (25°), nada melhor do que estar empacotado para um frio de 5°. Hoje vou sair andando e tirando fotos dessa cidade simplesmente linda. Depois coloco as fotos.

Até!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Conficker 1º de Abril

Olá.
Sobre o assunto em questão, abaixo, uma matéria extremamente relevante do blog da McAfee Avert Labs.
W32/Conficker: Much Ado About Nothing?
Friday March 27, 2009 at 4:36 am CSTPosted by Vinoo Thomas

In the run-up to April 1, the media spotlight around the latest Conficker worm variant has reached a morbid frenzy. From being touted as an “April Fool’s joke” to outrageous headlines such as “Millions of computers expected to be destroyed”–no other worm in recent history has generated this much media attention. But what have we learned from history? From the days of Michelangelo to the recent Blaster, SoBig, Sober, and Kamasutra worms, the hype surrounding the activation or payload dates of major Internet worms have turned out to be only damp squibs.
What happens on April Fool’s Day is anyone’s guess. Although we still don’t know the real intent of the authors of the Conficker worm, they have consistently improved the worm by adding new functionality and anti-debugging tricks with every released variant. In order to resist the Conficker Cabal initiative, which recently blocked domain registrations associated with previous Conficker A and B variants, the worm authors upped the randomly generated domain count from 250 to 50,000. The intent behind generating and attempting to contact so many domains is to make it extremely difficult for security researchers to monitor sites that could potentially host a payload for the Conficker worm to download and execute.
What we do know is almost all the security vendors have thoroughly analyzed Conficker–also known as Downadup and Kido worm–and have good generic detection and cleaning in place. Uploading a couple of randomly selected Conficker binaries to the VirusTotal site consistently shows an overall anti-virus detection rate of 90 percent or above. And these high detection rates are across vendors–small or big.
To prepare for any trouble on April 1, McAfee now offers a special build of its standalone cleaning tool Stinger, which will be updated on a daily basis to include any undetected Conficker variants from the wild. This special build of Stinger can be downloaded from the Avert Tools site. We’ve also posted detailed documentation on mitigation steps that security staff within organizations can take to combat W32/Conficker. Additional McAfee product coverage information for MS08-067–the Microsoft Windows Server Service vulnerability, which is exploited by the worm–can be viewed at the McAfee Threat Center.
Please ensure that your copy of Microsoft Windows is patched and your security software is fully up to date. That way you won’t end up an April Fool.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Conficker

Olá.

O assunto abaixo é de importância concreta, sobremaneira para o ambiente corporativo.

Supervírus pode atacar em 1º de abril, dizem especialistas
http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI3662872-EI4805,00.html

É fundamental que os nós estejam atualizados com os últimos KBs da Microsoft, sobremaneira o KB958644, que tem a ver com a ameaça em questão.
É também fundamental que todos os servidores e estações estejam com uma boa solução de antivírus com as últimas definições. Essa é a única combinação efetiva na erradicação do Conficker.
A vantagem de se ter uma solução corporativa de antivírus paga é inquestionável, uma vez que nesses momentos pode-se contar com a indústria no sentido de obter o conhecimento necessário para lidar com a ameaça. Conhecendo o padrão de comportamento (arquivos que usa, chaves que altera, sintomas que gera, etc.) é muito mais fácil planejar e aplicar medidas proativas e preventivas.
Abaixo uma matéria com informações técnicas bem mais apuradas do The Tech Herald. Sugiro leitura integral.
Conficker Worm fighting back - new variant disables security measures
(Update)by Steve Ragan - Mar 13 2009, 15:00
Update:
Security vendor CA pointed out an interesting bit of information this week. According to them, Conficker has a rather large joke to play next month, and it isn’t funny.
“This worm, detected as Win32/Conficker.C, is getting ready for April Fool’s Day on 1 April, although it definitely won’t be fooling around. On that day, Conficker.C will commence its attempt to generate 50,000 URLs daily and try to access (download or report back to) 500 of them. It is a clever strategy, but the security industry is certainly on the lookout.”
The warning from CA is important, but how will the companies who have teamed up to deal with Conficker handle 50,000 domains, at one time, daily? So far none of them have mentioned any solid plans.
Original article below:
In a previous article, The Tech Herald made a joking reference to Conficker variant C++. It would appear that Murphy’s Law applied, as Symantec is reporting that a new variant of Conficker, version C, is digging trenches and preparing for a long, cold, bitter war against the security researchers who are dedicated to fighting it.
Symantec says they have discovered a new update that is being pushed to some systems infected by the Conficker (Downadup) Worm. The update does’t add any new methods of propagation, but considering that new systems are still being infected daily, the authors of the Worm do not need to update that part of the code, at least not yet.
The new addition is that the new variant targets security researchers, security software, and even security related applications. If the Worm detects processes on an infected system that contain security testing and analysis, or anti-Virus related strings, it kills them. Wireshark, Unlocker, TCPview, filemon, ms08-06, kb958, kb890, confick, hotfix, and downad, are all strings that are killed-off by the Worm.
Another update to the new variant is the domain generation algorithm. Earlier variants would generate 250 domains, which were contacted by the infected system to receive updates and instructions. Researchers cracked the domain generation and started registering and blocking the domains before they could be used, limiting the scope of this method of further infection. However, some domains generated by Conficker turned out to be legit, causing some concern because of an elevated attack vector.
Now, Symantec says the 250 domain limit is gone, replaced by a 50,000-a-day generation algorithm, using one of a possible 116 domain suffixes, such as com, net, org, tv, info, ws, etc.
“These early findings may suggest that the Downadup authors are now aiming for increasing the longevity of the existing Downadup threat on infected machines. Instead of trying to infect further systems, they seem to be protecting currently infected Downadup machines from antivirus software and remediation. Also, currently we are not seeing an increase in customer infections for this threat but are keeping a close eye on it,” Symantec said.
Last month, SRI International reported about new code in the variant of Conficker named B++, that foreshadowed the possibility that the Worm’s authors were looking for ways to fight the researchers.
“Under Conficker B++, two new paths to binary validation and execution have been introduced to Conficker drones, both of which bypass the use of Internet Rendezvous points: an extension to the netapi32.dll patch and the new named pipe backdoor. These changes suggest a desire by the Conficker's authors to move away from a reliance on Internet rendezvous points to support binary update, and toward a more direct flash approach,” the SRI research stated.
If the people behind the Conficker are working to protect the systems they have now, then why would they up the number of generated domains? What no one has been able to ascertain is the planned use for the infected systems.
While the infection rate has slowed, this does not mean that we won’t see a slight boost over the coming months. This is because no matter how good the researchers are, 50,000 domains are hard to fight, and even harder to predict and block before the Worm can access them. All the Worm needs is a few hundred domains, and a quick download of new code to the infected systems. It is this new code, and the concern of what it will do, that bothers most security experts the most.
The odds are stacked against the researchers, but like before, they will work something out. For now, the cat and mouse game keeps going.


Abraços e boa sorte!

sábado, 7 de março de 2009

Las Vegas 2008


Estive em Las Vegas em Outubro do ano passado para atender a uma conferência anual de uma empresa de Segurança da Informação. Após uma semana inteira de trabalho e passeio , fui embora (com entusiasmo) com algumas impressões que me permito publicar aqui.

Las Vegas é uma cidade que tem absolutamente tudo a oferecer para todos os sentidos humanos. Para quem procura estímulos sensoriais, Las Vegas é um prato cheio (derramando, na verdade). A começar pela visão. Mais do que luzes e jogos de cores simplesmente "maravilhosos", existe uma estratégia violentamente montada para atrair a atenção do consumidor. Provavelmente mais do que em qualquer outro lugar o sentido da palavra consumo é dinamizado ao extremo em sua literalidade. Não menos fundamentalmente importante que o estímulo da visão, Las Vegas tem uma estrutura impressionamente de Cassinos de luxo para prover estímulo de prazeres como bebida, fumo e jogatina. Dentro de um Cassino (MGM, Mandalay Bay, Bellagio, Venetian e todos os outros) esses três prazeres andam geralmente juntos. O normal é ver uma pessoa sentada numa máquina de jogo com o cigarro em uma mão e a bebida do lado. É só dar uma andadinha de alguns minutos que a roupa fica com um fedor forte de cigarro misturado com perfume das pessoas e perfume que colocam no carpete (um carrinho fica passando jogando esse perfume). E a noção de tempo? A noção de tempo também é incrivelmente trabalhada no afã de passar uma impressão, digamos, estática (isso é muito violento!). Quando entrei no Venetian e olhei pra cima o teto é todo pintado de um céu azul com nuvens brancas, mas, como posso dizer, ahm...é violentamente real! O cérebro tem a nítida impressão de que está de dia o tempo todo e o corpo responde! Deve ser uma tecnologia e tanto. Já voltando (à pé) tarde da noite para o MGM onde eu estava hospedado, passei no Planet Hollywood pra ir no banheiro e perguntei as horas para uma funcionária no balcão e ela me disse: "It´s 3 AM, sir, but time doesn´t matter!". Hehe!

Quanto ao sexo, esse é um entretenimento clássico de Las Vegas. Um dos mais importantes. Não faltam shows, boates e baladas que tem como tema principal o estímulo à sexualidade. A programação de TV do MGM mostra uma propaganda onde o cidadão de manhã vai na piscina, do hotel, almoça bem em um restaurante que tem chef famoso, faz compras de tarde, vai pra balada de noite (boate do hotel) e acaba com uma loira do lado na cama no seu quarto. Bom, esse é um aspecto. Uma outra perspectiva desse entretenimento é o que vi quando fui comprar sanduba no McDonald´s ao lado do hotel. Nas esquinas trabalham mexicanos (latinos em geral) subempregados que ficam fazendo um barulho estranho na mão para entregar cartões de boates que têm shows de sexo. Às vezes umas 10 pessoas em certas esquinas, distribuindo esses cartões pra quem passa. Em outro dia já de manhã eu estava andando na calçada do NY Hotel e vi uma pessoa ajustando três latino-americanos em posições estratégicas com cartazes nas costas de propagandas do mesmo tipo de entretenimento sexual. Aquela foi pra mim mais uma clara cena do processo de desumanização do ser humano. Um ser humano que, para sobreviver, está sendo usado de apoio para uma propaganda de interesse de um terceiro. Bem, acho que por tudo isso Las Vegas tem o famoso apelido de Sin City (Cidade do Pecado) e isso não é coisa de gente religiosa, não, as próprias pessoas que moram lá dizem isso com bastante descontração e entusiasmo. Um taxista da cidade que passara 3 meses na cidade na sua primeira estadia há alguns anos me disse que chegou com 28 anos e, após os 3 meses, saiu com 40, hehe! Vai saber por quê!

Bem, muito embora Las Vegas, como muitos americanos dizem, "ain´t no place to raise a kid", é uma cidade incrivelmente maravilhosa (sem sombra de dúvidas). Naquilo que ela se propõe o faz muito bem e, como em todo lugar, tem suas antíteses.

Abaixo, um bom momento clássico de Las Vegas que trouxe comigo. Esse show acontece em frente ao Bellagio Hotel em intervalos de 15 minutos o dia inteiro pra quem quiser ver.

Buckle up!



Acho que como primeiro post o título do blog merece uma explicação.

Por que, então, quebra-molas no céu?

Pois bem, isso tem a ver com uma descoberta (com certeza outros muitos já descobriram isso) que fiz quando, me lembro bem, estava sobrevoando o Grand Canyon já em descida para Las Vegas. De repente o sinal de apertar o cinto de segurança ficou ligado e começou uma turbulência que durou uns 30 segundos (eternidade, pra quem sabe como é). Em meio à tensão (que, engraçado, para outros que estavam dormindo ou lendo revista nem existia) percebi que a sensação de turbulência (pelos menos a que não é tão forte) é exatamente igual a passar em um quebra-molas com um carro sem amortecedores, hehe! Acho que para controlar o medo dessa turbulência (que me persegue em todas as viagens), fiquei pensando de maneira descontraída: "Tem quebra-molas no céu! Tem quebra-molas no céu...". Se adiantou ou não? Ahm, então...